Sempre que Deus Realiza uma Obra Poderosa, O Faz Através de Instrumentos Muito Insignificantes – Jared C. Wlson

Que tipo de “instrumento” Deus usa para sua obra extraordinária?

Eu saboreei esse pedaço do sermão de avivamento de Charles Spurgeon, “The Story of God’s Mighty Acts” (A História dos Poderosos Atos de Deus):

Um amigo que ligou para me ver ontem, contou-me que os homens mais baixos e vis, assim como mulheres mais depravadas em Belfast, têm sido visitados por essa extraordinária  epilepsia, como o mundo a chama; mas com essa estranha fluidez do espírito, como a temos. Homens que têm sido beberrões têm sentido um repentino impulso os compelindo a orar. Eles têm resistido; eles têm procurado por seus copos a fim de os jogarem fora; mas quando eles praguejam, procurando extinguir o Espírito pela sua blasfêmia, Deus, finalmente, os trouxe aos seus joelhos, e eles têm sido compelidos a clamar por misericórdia com gritos penetrantes e a agonizar em oração; e então, depois de um tempo, o Mal parece ter sido tirado deles, e em um estado mental quieto, santo e feliz, eles têm professado sua fé em Cristo, e têm andado em Seu temor e amor. Católicos Romanos têm sido convertidos. Achei isso algo extraordinário; mas ele têm sido frequentemente convertidos, realmente, na Ballymena e em Belfast. De fato, contaram-me que os sacerdotes agora vendem pequenas garrafas de água benta para as pessoas beberem, a fim de que sejam preservadas desse contágio desesperador do Espírito Santo. Dizem que essa água tem tal eficácia que aqueles que não vão a nenhum dos encontros, não são susceptíveis a serem interferidos pelo Espírito Santo – é o que os sacerdotes afirmam a eles. Contudo, se eles forem aos encontros, até mesmo essa água benta não pode preservá-los – eles estão sujeitos da mesma forma a caírem sobre essa influência Divina. Eu acredito que eles são tão susceptíveis a caírem com ou sem água.

Tudo isso tem sido trazido à tona de repente, e embora possamos esperar achar alguma porção de excitação natural, estou persuadido que isso é essencialmente uma obra real, espiritual e permanente. Há uma pequena espuma na superfície, mas há uma corrente profunda que não pode ser resistida, varrendo por baixo, e carregando tudo a sua frente. Pelo menos há algo para despertar nosso interesse, quando entendemos que na pequena vila de Ballymena, no dia da feira, os donos de bares que sempre pegavam cem libras de uísque, e agora eles não conseguem tirar uma libra o dia inteiro em todos bares. Homens que antes eram beberrões, agora se encontram  para orar, e as pessoas depois de ouvirem um sermão, não vão embora até que o ministro tenha pregado outro, e, às vezes, um terceiro; no fim, ele é obrigado a dizer: “Vocês têm que ir, estou exausto”. Então eles formam grupos em suas ruas e casas, clamando a Deus para que essa obra poderosa se espalhe e que pecadores se convertam a Ele. “Bem”, alguém diz, “não podemos acreditar nisso”. É bem provável que não, mas alguns de nós podem, pois ouvimos com nossos ouvidos, e nossos pais nos contaram as grandes obras que Deus realizou em seus dias, e nós estamos preparados para acreditar que Deus pode realizar as mesmas obras nos dias de hoje.

Tenho que fazer aqui uma observação novamente, em todas essas histórias antigas há uma característica muito simples. Sempre que Deus realiza uma grande obra, o faz por instrumentos muito insignificantes. Quando ele derrotou Golias, foi pelo pequeno Davi, que era apenas um jovem ruivo. Não ajunte a espada de Golias — eu sempre pensei nisso como um erro de Davi — ajunte, não a espada de Golias, mas a pedra, e entesoure a funda no arsenal de Deus para sempre. Quando Deus matou Sísera, era uma mulher que deveria matá-la com um martelo e um prego. Deus tem feito suas obras mais grandiosas pelos instrumentos mais vis: isto é o fato mais verdadeiro de todas as obras de Deus – Pedro, o pescador em Pentecostes; Lutero, um humilde monge na Reforma; Whitefield, um garçom da Estalagem Old Bell em Gloucester, no tempo do avivamento do último século; e deve ser assim até o fim. Deus não opera através dos cavalos ou bigas do Faraó, mas Ele opera através do cajado de Moisés; Ele não faz suas maravilhas com o redemoinho e com a tempestade; mas faz pela voz mansa, para que toda glória e honra seja para Ele.

Acaso isso não abre um campo de encorajamento para você e para mim?

Sim senhor, abre sim.

 

Jared C. Wlson é o Diretor de Estratégia de Conteúdo do Seminário Midwestern, editor gerente do site For The Church, e autor de mais de dez livros, incluindo Gospel Wakefulness , The Pastor’s Justification e The Prodigal Church.

Traduzido por: Rúver Neto

Revisado por: Hélio Sales

Você pode ler o texto original aqui.

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