Cativo ao confronto – Lexy Sauvé

Nota exploratória: Como lembrar que o evangelho nos liberta do cativeiro do pecado.

 

“Tende cuidado para que ninguém vos tome por presa, por meio de filosofias e sutilezas vazias, segundo a tradição dos homens, conforme os espíritos elementares do mundo, e não de acordo com Cristo” (Col. 2:8)

Meu pastor recentemente pregou essa passagem e compartilhou como o coração de Paulo nos alerta do grande perigo que sofremos como crentes: sermos levados cativos pela ilusão de argumentos plausíveis, filosofias humanas e segundo a tradição dos homens (Col. 2:4,8). Ele nos lembrou que essas palavras foram escritas por Cristãos que realmente haviam recebido a Cristo, não para incrédulos, que já eram escravos do pecado e dos pensamentos mundanos. Como crentes, temos que ser conscientes que a possibilidade de cedermos a argumentos práticos e sutis, a visões de mundo e ensinamentos é muito real.

Ano passado, Deus graciosamente me permitiu superar meu cativeiro em questões relacionadas à comida e a maternidade em que eu me encontrava, mas eu quis ver o que mais eu estava buscando para conformar-me à imagem de Cristo, no lugar de Cristo. Eu silenciosamente pedi a Deus para me mostrar essas coisas nos momentos de comunhão. Isso é o que Ele me mostrou:

Você está se esmagando sob o fardo de se comparar com os outros.

Deus imediatamente me mostrou que eu sou um “moralista triste”. Isto é, alguém que Elyse Fitzpatrick e Dennis Johnson descrevem em seu livro, Counsel from the Cross (“Conselho vindo da Cruz ”), como sendo alguém que “tem um problema de orgulho. Ele acredita que tem a obrigação de ser melhor, então ele é duro consigo mesmo e açoita-se com condenação, na esperança de que, fazendo isso, ele será capaz de obedecer e, finalmente, encontrar descanso”.

Eu vi isso porque sou naturalmente inclinado à melancolia, eu tenho uma perspectiva realista sobre minha habilidade de alcançar a justiça com minhas próprias mãos. Falando de maneira clara, eu sei que isso não é possível. Ao invés de aplicar a cura esperançosa da aceitação da justiça de Cristo em meu favor através da mensagem do Evangelho, Deus me mostrou que eu tinha trocado isso por um falso remédio: “Bem, eu sei que eu não posso ser tão bom quanto Cristo, mas pelo menos focarei em ser melhor que as pessoas sentadas próximas de mim nos bancos da igreja no domingo. Eu não posso ser tão amorosa e paciente como Cristo é, mas eu posso ser uma mãe melhor do que ela é, comer de maneira mais saudável do que aquela família come, ter uma aparência exterior melhor e estar mais na moda do que as meninas daqui”.

Nesse instante Deus me permitiu sentir a podridão e a carga desse pecado. Eu me senti como o salmista quando escreveu, “Pois as tuas flechas me atravessaram, e a tua mão me atingiu… As minhas iniquidades me afogam; são como um fardo pesado e insuportável. Minhas feridas cheiram mal e supuram por causa da minha insensatez. Estou encurvado e muitíssimo abatido; o dia todo saio vagueando e pranteando.Estou ardendo em febre; todo o meu corpo está doente. Sinto-me muito fraco e totalmente esmagado; meu coração geme de angústia.”(Salmos 38:2,4-8). Eu estava usando as pessoas ao meu redor para alcançar objetivo grosseiro: a auto-glória.

Minha autossuficiência falou alto. Mas o que eu faço?!

Eu comecei a chorar quando subimos para adoração.

Tu és um pai muito bom. É quem Tu és. É quem Tu és. É quem Tu és. E eu sou amada por Ti. É quem eu sou. É quem eu sou. É quem eu sou.

Deus falou para mim da obra que Ele fez para me identificar com seu Filho perfeito.

“Eu sou o Deus que veio proclamar liberdade e boas novas para cativos como você (Lucas 4:18). Eu sabia que você tinha usado as pessoas ao seu redor em seu altar de auto-adoração. E mesmo assim eu te amei. Amei tanto que eu sangrei para tomar as penalidades que você merecia por tal prostituição do portador da minha imagem. Minha carne foi arrancada das minhas costas, no lugar das feridas que você deveria ter sentido. Eu amei você o bastante para que meu Pai virasse a face para longe de mim, para que você pudesse vislumbrar o eterno sorriso Dele para você, mesmo que você tenha pecado grandemente contra seu Rei. Eu morri sua morte, de modo que você pudesse viver e andar em novidade de vida que eu sozinho lhe ofereci. Você é amada por mim”.

Imediatamente veio o descanso quando eu percebi que Deus não está esperando de mim nada além do que eu estou fazendo agora, exatamente como Ele me encontrou. Ele não está chocado, nem se distanciando de mim por causa das minhas injustiças. Não! Deus sabia que eu não seria capaz de cumprir os padrões criados por mim para me enaltecer em detrimento dos outros, muito menos Seu padrão perfeito de santidade. Por causa disso, Ele mandou seu único Filho, Cristo, de modo que Ele pudesse preencher a justiça requerida para pecadores francos que vêm até Ele pela graça, através da fé (Romanos 8:4,10:4 Efésios 2:8-9).

A mensagem do evangelho é a única coisa que devemos buscar para modelarmos nossas vidas. Por quê? Porque é a única mensagem que contém a medida completa de poder necessário para nos treinar na justiça à medida que renegamos paixões ímpias e mundanas, e vivamos uma  vida de autocontrole, reta e piedosa na era presente (Tito 2:11-12). Pela graça, livrem-se de seus cativeiros de comparação para serem conformados à imagem do Filho Perfeito.

 

Traduçao: Bruna Caroline Pimentel

Revisão: Hélio Sales

Você pode ver o original clicando aqui.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s